Após 17 anos de portas fechadas, retorna uma das mais tradicionais casas de espetáculos do estado do Rio de Janeiro, o Imperator. Ele foi marcado por seus grandes filmes e shows, atraindo cariocas de todas as preferências musicais, já que grandes nomes passaram pelo palco, como: Bob Dylan, Tina Turner, Tom Jobim, Tim Maia, Roberto Carlos, Barão Vermelho, Caetano Veloso, Gal Costa, entre outros grandes nomes. Através de uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de sua Secretaria de Cultura, retornou como Centro Cultural Joăo Nogueira.
“A mudança de administração fez com que o Imperator ficasse fechado por 17 anos. A prefeitura do Rio assumiu o prédio e resolveu transformar o que já era tradição em algo maior, e construiu um centro cultural. E a escolha do nome foi uma forma de homenagear um dos grandes contribuintes para cultura brasileira, João Nogueira, também nascido no Méier como o Imperator”, explica Paulo Lopez, gerente do Centro Cultural.
O Centro Cultural trouxe inovações para o bairro do Méier, mantendo seus shows e trazendo quatro novos modernos pavimentos, com direito a teatro, sala de exposições, três salas de cinema, uma gastronomia muito bem conceituada, além de oferecer cultura de segunda a segunda, diferente de outros centros culturais. Ele traz para toda a população um grande leque de opções culturais, de cinema a exposições. Passando por um curto período de adaptação, o Imperator se consolidou rapidamente como o mais importante Centro Cultural da região. Um dos motivos para que isso acontecesse é a forma de demonstrar que o local é acessível a todos.
“A intenção do Imperator junto à prefeitura era trazer algo inovador para a região, já que aqui era bem carente no quesito cultura. Como um centro cultural é necessário mostrar a população do Méier e de bairros próximos que o Imperator é acessível a todos, inclusive para deficientes físicos”, conta Paulo Lopez.
Disponibilizando tantos eventos, é importante uma excelente divulgação, mas não é fácil propagar todos os espetáculos oferecidos pela casa e atingir ao público, lembrando que o Imperator não há restrições quando se trata de público alvo, todos são bem vindos.
"Depende muito do público que desejamos atingir. Como trabalhamos com todos os públicos temos que priorizar o que no momento mais chama a atenção. Normalmente quando é um show mais voltado para o público jovem, utilizamos as redes sociais, quando se trata de ações para idosos, normalmente utilizamos boca a boca e distribuição de panfletos. Mas atualizamos bastante o site e esse é o principal canal entre o público e o Imperator”, explica Diogo Gallindo, que é responsável pela área de comunicação do Centro Cultural.
A CARA DO ROCK NO IMPERATOR
A história do Imperator também é com o Rock, que iniciou na década de 50 e 60, quando jovens se reuniam em frente ao então cinema para desfilar com lambretas e ouvir música. Na década de 90, o palco do Imperator recebeu diferentes bandas e virou tradicional para os amantes do Rock. Mas ao retornar como Centro Cultural e para manter essa história surgi o Imperator Novo Rock, que agrega o passado ao presente. O projeto traz bandas conhecidas no mercado da música e também artistas que estão iniciando a carreira, mas que prometem ocupar espaço no mundo do rock.
A exposição A Maldita 3.0, realizada no Centro Cultural João Nogueira - Imperator, no Méier Zona Norte do Rio, que encerrou dia 04 de novembro, vem como exemplo de um belo projeto Rock Roll. A mostra teve como objetivo resgatar uma trajetória de sucesso da rádio que no início dos anos 80 contribuiu de forma positiva para o movimento rock and Roll no Brasil. A exposição foi pensada para apresentar os diversos ambientes diferentes que fizeram parte da Rádio. Logo na entrada, o visitante foi convidado a seguir uma pequena linha do tempo do rock. O público pôde conhecer os acervos da rádio, fotos, imagens registradas em filmes, objetos pessoais de músicos brasileiros, como cartazes, roupas e instrumentos musicais autografados.
A rádio inaugurada em 1972, em Niterói, que na sua primeira década transmitia corridas de cavalo, e que, em 1981, passou por uma reformulação e se transformou em uma rádio de rock, com Luiz Antônio Mello no comando. Com mais de 30 anos de história da extinta Maldita, responsável pelo lançamento e promoção de bandas de rock que se tornaram lendárias no Brasil, como Legião Urbana, Capital Inicial, Kid e Abelha e Charlie Brown Jr.
Trazer novos projetos é uma característica desta casa de espetáculo, eles buscam mostrar o antigo junto ao novo para seu grande público. Todos os cariocas podem agradecer ao grande Centro Cultural João Nogueira por trazer um diferencial a um dos bairros mais conhecidos do estado do Rio de Janeiro.